Grandes azerbaijaneses da história: Dr.Lofti Zadeh

Hoje os azerbaijaneses do mundo inteiro celebram o centenário do Dr. Lotfi A. Zadeh, um cientista da computação e matemático azerbaijanês-americano de renome mundial e criador da Lógica difusa (também chamada de Lógica Fuzzy).

Lotfi Aliaskerzade nasceu em 4 de fevereiro de 1921 (mudando, posteriormente, seu nome para Lotfi Zadeh) em Baku, filho de Rahim Aliaskerzade (um jornalista) e e Fania Koriman (uma pediatra).

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Em 1931, a família mudou-se para o Irã, onde Lotfi Zadeh aprendeu persa e estudou na Escola Presbiteriana Americana em Teerã.

Depois de se formar em engenharia na Universidade de Teerã em 1942, ele mudou para os Estados Unidos em 1944. Lotfi Zadeh recebeu um mestrado em engenharia elétrica pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) em 1946, e  recebeu em 1949 o PhD em engenharia elétrica pela Columbia University. Ele continuou a lecionar na Columbia University por 10 anos, tornando-se professor titular. Em 1959, o Dr. Zadeh ingressou no Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade da Califórnia em Berkeley e presidiu o departamento desde 1963.

Em 1965, o Dr. Zadeh publicou seu trabalho pioneiro em conjuntos fuzzy, que se tornou a fundação da Lógica Fuzzy proposta por ele oito anos depois, em 1973. Enquanto a teoria da Lógica Fuzzy de Zadeh foi inicialmente recebida com ceticismo por muitos de seus colegas americanos, sua pesquisa foi aplicada com sucesso no Japão e em alguns países europeus, resultando em uma série de avanços científicos e industriais. Hoje, os sistemas de controle difusos são usados em automóveis, ar condicionados, automação inteligente, robótica e em vários equipamentos eletrônicos fabricados nos Estados Unidos e em todo o mundo. Além disso muito utilizada em modelos estatísticos.

O Dr. Zadeh faleceu em Berkeley, Califórnia, em 2017, aos 96 anos. Ele foi enterrado no cemitério Alley of Honor em sua terra natal, Baku, Azerbaijão. Enquanto os azerbaijaneses em todo o mundo reverenciam o Dr. Zadeh como um de seus compatriotas mais proeminentes, as contribuições de sua vida à ciência lhe renderam um legado além de qualquer fronteira.

E é assim que o Dr. Zadeh se sentia sobre si mesmo. Em uma entrevista de 1994 para a revista “Azerbaijan International”, ele disse: “a questão realmente não é se sou americano, russo, iraniano, azerbaijanês ou qualquer outra coisa. Fui moldado por todas essas pessoas e culturas e eu sinto-me bastante confortável entre todas elas”.

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