A literatura do Cazaquistão


A linguagem cazaque é muito poética e rica em metáforas, que são usadas não apenas em
poemas e romances, mas também na linguagem cotidiana das pessoas. Essa característica
foi perfeita para o desenvolvimento da poesia cazaque desde os tempos antigos.


A poesia cazaque foi transmitida de “pai para filho” de séculos a séculos, às vezes
levemente modificada, às vezes com a criação de variantes completamente diferentes, com
um final mais feliz do que no original.

Um dos exemplos desse folclore são os poemas épicos e os poemas de amor. São histórias
verdadeiras de amor e bravura de heróis, na forma de longos poemas, que geralmente
refletem a história do povo cazaque. Muitos deles são baseados em histórias verdadeiras:
por ex.o mausoléu de Kozy Korpesh e Bayan Sulu (versão cazaque de Romeu e Julieta/ Ali e Nino) no
leste do Cazaquistão é um monumento ao seu amor eterno e uma prova de sua bela
história.

Os séculos XIX-XX foram provavelmente o período em que os mais belos poemas e
romances foram criados por Abay Kunanbayuly, Magzhan Zhumabayuly, Zhusipbek
Aymautuly, Shakerim Kudayberdiuly e muitos outros.

Como exemplo cita-se Abay Kunanbayuly (1845-1904) poeta, escritor, compositor, filósofo e
tradutor cazaque. As criações de Abay abriram uma nova etapa da literatura realista do
Cazaquistão. Os principais temas de suas obras são o apelo ao bem, ao conhecimento, à
cultura, ao trabalho honesto, à justiça, ao amor ao povo e à terra natal. A residência de
inverno de Abay, na região do Leste do Cazaquistão agora é um museu e é visitada por
muitos turistas todos os anos.

A prosa, ou romance, surgiu como um novo tipo de word art no início do século XX, com o
surgimento da literatura escrita. A situação política da época, cultura, modo de vida e as
crenças das pessoas refletiram-se nos romances, escritos neste período e muitos deles
foram proibidos durante o regime soviético.

Um dos escritores desse período foi Saken Seifullin. O Museu que carrega seu nome, no
antigo centro de Nur-Sultan, mostra a história de sua vida e de quem viveu os anos difíceis do
início do século XX.

Kozy Korpesh e Bayan Sulu.

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