Em memória a 31 de março de 1918

Em 31 de março é lembrado um fato ocorrido 103 anos atrás, o dia do genocídio contra azerbaijanis. Em 1918, num contexto de revolução russa e crescente expansão da União Soviética, os bolcheviques tinham um grande aliado na região do Cáucaso: a federação revolucionária armênia (Dashnaktsutyun), grupo irredentista e revolucionário que vinha com uma ideia de “grande Armênia” extremamente conveniente em um contexto de embriões de estados nacionais.

Com a nomeação de Stepan Shaumyan como comissário bolchevique para o Cáucaso, os interesses armenios passaram a prevalecer e o terreno revolucionário precisava ser aberto especialmente em Baku. Assim os azerbaijanos/muçulmanos (no periodo representados pelo partido Musavat) eram uma ameaça a esses interesses.

Dado esse contexto, cerca de 10000 homens (6 mil do soviete de Baku e 4000 dashnaks) invadiram a capital e massacraram a população civil, o mesmo acontecendo em outras regiões como Guba, karabakh, Yerevan e Nakhichevan.

Os números de mortos oscilam entre 12 e 25 mil podendo variar até para mais. Porém não importa o número exato e sim uma atitude de limpeza étnica na região, fato esse que suprimido por anos na União Soviética levaria a outras hostilidades incluindo as guerras do Karabakh.

A forma brutal como Baku foi atacada e seus civis mortos, com um cinismo de Shaumyan (dado como herói até hoje pela Armênia) é algo deplorável e que faz com que os azerbaijanos lembrem desse dia e ainda busquem de alguma forma justiça por tudo que aconteceu naquela época.

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