Baku e Paris discutem a situação na fronteira entre o Azerbaijão e a Armênia

Os Ministros das Relações Exteriores Jeyhun Bayramov e Jean-Yves Le Drian, da França, discutiram a mais recente situação na fronteira entre o Azerbaijão e a Armênia, o Ministério das Relações Exteriores reportou no dia 16 de maio.

Em uma conversa de telefone, que partiu da iniciativa francesa, em 16 de maio, os dois Ministros focaram nos problemas relatados nas mais recentes tensões entre a fronteira entre o Azerbaijão e a Armênia.

Ministros das Relações Exteriores do Azerbaijão e da França

O Ministro Jeyhun Bayramov informou o seu interlocutor sobre as medidas tomadas depois de muito tempo para reforçar a fronteira com a Armênia, em particular, o desenvolvimento das forças na fronteira do Azerbaijão em suas posições pertencentes ao país, a abordagem construtiva do Azerbaijão para resolver os desacordos e tensões entre os dois lados, incluindo a visita imediata do líder do Serviço de Fronteiras do Estado para a região e as negociações com o lado oposto, o Ministério contou.

Bayramov salientou a inadmissibilidade do exagero e politização das tensões nas fronteiras e a importância em resolver tais questões através de negociações.

Os Ministros ainda fizeram uma troca de pontos de vista sobre questões do pós-conflito.

Anteriormente, Bayramov declarou que o apelo da Armênia à Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) sobre as tensões relatadas quanto à delimitação e demarcação das fronteiras dos dois Estados não tem qualquer fundamento e não passa de uma tentativa das autoridades armênias de politizar a questão.

A Armênia apelou para à liderança russa da OTSC para realizar consultas sobre a disputa fronteiriça com o Azerbaijão depois de meses de 44 dias de guerra ao redor da região de Karabakh no outono de 2020.

O Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão rejeitou repetidas vezes a alegação da Armênia de que tropas azerbaijanas tinham cruzado vários quilômetros até a sua fronteira sudeste. Baku contou que as tropas do Azerbaijão estavam formando posição nas fronteiras do seu próprio país e adicionou que os líderes armênios estão tentando politizar a questão antes das eleições parlamentares de junho.

Foi dessa forma que essa crise fronteiriça entre o Azerbaijão e a Armênia se iniciou, no dia 12 de maio, quando a Armênia alegou que os soldados azerbaijanos teriam cruzados as suas fronteiras nas províncias de Gegharkunik e Syunik, porém o serviço de imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão rejeitou essa alegação da Armênia, declarando que os soldados estavam reforçando as fronteiras do Azerbaijão com base em mapas que definiam a fronteira entre os dois Estados, e ainda criticou as declarações armênias como “provocatórias” e “inadequadas”.

Mapa da fronteira entre o Azerbaijão e a Armênia

As hostilidades entre o Azerbaijão e a Armênia recomeçaram depois da Armênia ter disparado nos civis e militares em posição do Azerbaijão a partir de 27 de setembro de 2020. A guerra terminou em 10 de novembro com a assinatura de um acordo de paz trilateral entre os líderes do Azerbaijão, Rússia e da Armênia.

O acordo de paz estipulava o regresso das regiões de Kalbajar, Aghdam e Lachin, que estvama ocupadas pelos armênios no Azerbaijão. Antes da assinatura do acordo, o Exército do Azerbaijão liberou cerca de 300 vilas, povoamentos, centros urbanos e a cidade histórica de Shusha. O acordo assinado obrigou a Armênia a retirar suas tropas das terras azerbaijanas que estavam ocupadas desde o início da década de 1990.

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