Provocação na fronteira entre o Azerbaijão e a Armênia está relacionada com a situação de pré-eleição na Armênia, diz professor

Atualmente, a maioria dos observadores concordam que a provocação na fronteira entre o Azerbaijão e a Armênia, criada pelo lado armênio, está principalmente relacionada com a situação de pré-eleição na Armênia, contou o Doutor em Ciências Históricas, Niyazi Niyazov no dia 31 de maio.

“O propósito dessas provocações é de destruir a classificação do Primeiro Ministro armênio em exercício, Nikol Pashinyan, e de reassegurar a vitória das forças que suportam o Presidente armênio Robert Kocharian na futura eleição parlamentar”, Niyazov, que também é professor do Departamento de Relações Internacionais no Espaço Pós-Soviétivo da Universidade Estadual de St. Petersburg, enfatizou.

No dia 16 de maio o Ministro do Azerbaijão Jeyhun Bayramuv já tinha declarado que esse conflito criado pela parte da Armênia era por causa das futuras eleições no país e criticou a tentativa das autoridades armênias de politizar a questão. Lembrando que essa tensão entre os países começou no dia 12 de maio, quando a Armênia alegou que os soldados azerbaijanos teriam cruzados suas fronteiras, porém a alegação foi logo rejeitada pelo Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão. O Ministério disse que os seus soldados estavam apenas reforçando as suas fronteiras com base em mapas que definiam as fronteiras entre os dois Estados, criticando as declarações armênias como ‘provocatórias e inadequadas”.

“Ao mesmo tempo que, é necessário entender que ainda existem bastante pessoas nas Forças Armadas da Armênia que também suportam Kocharian e que, mesmo não abertamente, estão prontas para suportar suas provocações, políticas e sua chegada ao poder”, disse o professor.

Doutor em Ciências Históricas e professor do Departamento de relações Internacionais no Espaço Pós Soviétivo da Universidade Estadual de St. Petersburg, Niyazi Niyazov.

O professor adicionou que em caso de não cumprimento dos pontos da declaração trilateral de 10 de novembro de 2020 (sobre o cessar fogo e fim das hostilidades do conflito Nagorno-Karabakh), é possível dizer que a Armênia será incapaz de sair da situação em que se encontra.

“O problema é o impasse geoeconômico e geopolítico no qual a Armênia se colocou como resultado da primeira guerra entre a Armênia e o Azerbaijão, o conflito Nagorno-Karabakh”, disse Niyazov. “Isso significa que o desenvolvimento futuro da Armênia como país vai continuar em questão”. “A implementação dos acordos de 10 de novembro de 2020, antes de tudo, é de interesse da própria Armênia”, o professor ainda adicionou.

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