Cobertura do Espaço Cáspio da coletiva convocada pelo Azerbaijão em 08/06/2021

No oitavo dia do corrente mês de junho, foi realizada coletiva de imprensa convocada e sediada pela Embaixada da República do Azerbaijão no Brasil. Dela se esperava o pronunciamento azeri acerca do fato infeliz que a motivou. A mesma contou com participação da mídia nacional, diplomatas e pesquisadores.

Todos os presentes lamentaram profundamente a perda de jornalistas azeris em tragédia envolvendo minas terrestres plantadas pela Armênia no segundo conflito de Nagorno-Karabakh. A porta-voz governamental para assuntos internacionais do Azerbaijão, Leyla Abdullayeva, ainda denunciou o extremismo político que se revela principalmente através de provocações militares e violação de acordos internacionais.

O embaixador do Azerbaijão no Brasil, Elkhan Polukhov, concentrou-se na fala do coronel armênio Koryun Gumashyan, este alegando, em programa da rede televisiva local, que as forças armadas armênias plantaram minas terrestres após o cessar-fogo assinado recentemente. Tal discurso se deu como expressão verbal direta do governo armênio em realizar tentativa de troca dos mapas estratégicos das minas terrestres por prisioneiros de guerra, demonstrando assim, um claro descumprimento do acordo trilateral responsável pelo armistício.

Embaixador Elkhan Polukhov. Fonte: Agência Brasil

Isto posto, não podemos deixar de mencionar a quebra das Convenções de Genebra que, sendo reconhecidas como marco inicial do Direito Humanitário Internacional, levaria toda a comunidade global, ou deveria, ao pertinente questionamento do posicionamento armênio na busca pela paz.  

A escala de destruição dos territórios recém liberados pelo Azerbaijão foi um importante ponto levantado por Leyla e pela pesquisadora Esmira Jafarova. Juntas, alertaram sobre o processo que transformou a cidade de Agdam em cidade-fantasma, bem como expuseram os planos de Baku relativos à reconstrução e realojamento da população aos seus lares. Para tal é imprescindível o restabelecimento da segurança habitacional, sem esquecer também, da atividade econômica. A porta-voz do governo ainda ressaltou que mais de uma centena de mortes trágicas envolvendo minas terrestres ocorreram ao longo dos 200 dias passados ao cessar-fogo, levando a óbito tanto militares como civis. 

Cidade-fantasma de Agdam. Ocupada por tropas armênias desde 1993. Fonte: KennyOMG

Indagada pela imprensa brasileira presente, Esmira refletiu sobre como a mídia mundial enxerga a questão. Para a pesquisadora, o modo como a mesma é abordada deve se valer da ênfase na flagrante violação dos direitos humanos, não apenas no desprezo ao progresso da segurança regional. A intencional e injustificada demora na entrega dos mapas por parte da Armênia coopera no que se refere à manutenção do assombroso número de deslocados internos existentes no Azerbaijão, prosseguindo assim com a política de ódio perpetuada ao longo de 30 anos conflituosos, sem excluir que desequilibra a balança cooperativa e da confiança estabelecida no acordo trilateral entre Rússia, Azerbaijão e Armênia. 

Por Artur Marely e Gustavo Vieira De Sá

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