A Primeira Guerra do Azerbaijão

A disputa entre Armênia e Azerbaijão pelo território de Nagorno-Karabakh e regiões adjacentes é antecedente a própria formação do bloco soviético em 1922, tendo, no entanto, tomado rumos mais agressivos no final da década de 1991, com o fim da União soviética. Nessa guerra, muitos civis foram deslocados e perderam a vida. As causas do conflito remontam a questões étnico-religiosas e, simultaneamente, a questões geopolíticas regionais, que estão ligadas a questão da proximidade ou do distanciamento cultural entre os Estados na região. Um fator importante para destacar sobre Nagorno-Karabakh é que sua região é de maioria habitada por armênios-cristãos, porém, reconhecido internacionalmente como parte do território integrante do Azerbaijão, em sua maioria mulçumanos e com proximidade a etnia turca, fatores propulsores no desenrolar dos conflitos.

FONTE: https://www.forte.jor.br/2020/10/01/entenda-o-conflito-armenia-azerbaijao/

Dos embates, o maior massacre teve seu acontecimento concretizado no dia 25 de fevereiro de 1992, no qual tropas armênias e da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) invadiram a cidade de Khojaly, no território do Nagorno-Karabakh, e realizaram uma limpeza étnica matando mais de 600 civis, incapacitando 1000 e fazendo 1275 reféns. Mesmo após o massacre, a ofensiva dos armênios não terminou.

Cidades com posições vantajosas como Shusha e Lachim foram conquistadas pelas ofensas armênias, formando um corredor entre a Armênia e a região do Nagorno Karabakh, fazendo com que do ponto de vista geopolítico o conflito se tornasse mais fácil para o lado armênio, mesmo com o exército azeri se recuperando. Ressalta-se que durante o conflito, a Organização das Nações Unidas (ONU), condenava as ações da armênia e reafirmava que o território pertencia ao Azerbaijão.

Os momentos marcados por um “cessar fogo” como por exemplo o de 1994, só ocorreram devido mediações internacionais que impediram os territórios a entrarem em uma guerra direta, entretanto, tampouco foi oferecido uma solução viável para o conflito que continuou vigente mesmo sem agressões físicas declaradas, sendo considerado um momento de “nem guerra, nem paz”. No entanto, em 2020 ocorreu o ressurgimento de forma ainda mais violenta desse conflito, reverberando a fragilidade do processo de paz até então estabelecido de forma “forçada”. Inclusive, de acordo com as análises feitas, devido à complexidade das causas do conflito e o envolvimento das potências mediadoras, acaba por dificultar a negociação de paz em ambas as partes, que até então não mostram interesse em ceder no que se volta a questões diplomáticas.

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