Imersão no Azerbaijão, a Terra do Fogo

Cadeias montanhosas, comidas diferenciadas, séculos de história e cultura, além de um povo, de fato, amigável. O Azerbaijão, apesar de não ser um destino de grande fama pelos viajantes pelo mundo, oferece diversos motivos para uma visitinha engajada em suas diversas atividades que vão desde esquiar em Gebele até explorar a grandeza soviética da cidade de Baku, a capital.

O Azerbaijão é um país seguro para viajar?

Como pouco é conhecido sobre o país, a pergunta frequentemente vem à mente, porém fique tranquilo! É, na verdade, um país muito seguro e muitos dizem ser um dos países mais seguros para se viajar – e até mesmo morar. Além de adversidades cotidianas em qualquer lugar, como pequenos ladrões e aqueles que tentam se aproveitar de turistas desavisados, é interessante observar a natureza antes de ir. Mas como assim, a natureza? Exatamente! Inundações sazonais, deslizamentos e terremotos podem interferir na sua viagem – quanto à segurança e transporte – à este país repleto de atrações e atividades.

Tá, mas eu posso viajar sozinho para o Azerbaijão sem preocupações? Claro, será uma experiência memorável, mesmo se a viagem englobar apenas uma visita à capital, Baku, que é uma cidade fascinante e repleta de história, pessoas amigáveis e comidas. Viajar sozinho para lá, sendo uma mulher, pode não parecer uma ideia muito boa, mas na verdade é bem seguro. É um local com muita hospitalidade e tem, sim, bastante respeito por mulheres.

Algumas razões – muito convincentes – para viajar para o Azerbaijão

  • A Terra do Fogo
Um efeito colateral das abundantes reservas de gás natural do país, que às vezes vazam para a superfície, Yanar Dag é um dos vários incêndios espontâneos que fascinaram e assustaram os viajantes do Azerbaijão ao longo dos milénios.

Na cultura azeri, o fogo corre vivo pelas veias da nação, tanto que, “azer” significa fogo. O Azerbaijão se tornou o centro da adoração ao fogo, podendo ser observado pelas “Flame Towers” (Alov qüllələri, em azeri), o trio de arranha-céus em Baku, que adornam diversos LEDs que simbolizam os salpicos de chamas que costumavam aparecer naturalmente do terreno rico em energia no Azerbaijão Oriental, considerado sagrado pelos antigos Zoroastras.

  • Vulcões de Lama

Os vulcões de lama entram em erupção de lama após o gás subterrâneo emitir pressão, forçando-o para a superfície. Mais de um terço dos vulcões de lama do mundo estão localizados na península Absheron, criando um visual diferente e interessante.

  • Vilarejos nas montanhas

Lama não é a sua praia? Tudo bem, agora eu ofereço uma cenário deslumbrante nas montanhas. A Cordilheira do Cáucaso se espalha pelo norte do Azerbaijão e Georgia, criando uma variedade cultural e histórica. O ponto turístico preferido é Quba, no nordeste do país e, além disso, nas proximidades de Laza, Xinaliq e Buduq há vilas interessantíssimas a serem observadas, ricas em história perdida no tempo.

  • Hora do chá!

O país tem uma relação profunda com o chá, oferecendo cerimônias para convidados, demonstrando hospitalidade e cordialidade. Se, por acaso, você seja convidado para a casa de alguém, é bem provável que lhe seja servido chá preto com um cubo de açúcar e, segundo a tradição, é normal mergulhar o cubo e dar uma pequena mordida antes de provar a bebida. É dito que o costume vem desde os tempos medievais, onde os soberanos tinham medo de serem envenenados, então se o açúcar reagisse ao ser mergulhado, poderia indicar que alguém estava tentando golpeá-los pelas costas – ou melhor, pelo chá.

  • Tapetes tradicionais

A tecelagem de tapetes é datada desde a antiguidade: tradições familiares e técnicas são passadas por gerações de forma oral, por histórias e contos. Homens tosquiavam (é a arte de raspar a lã de ovelhas, meus amigos) as ovelhas e as mulheres pintavam e teciam os tapetes.

  • A arquitetura

Derivada do multiculturalismo presente no Azerbaijão, a arquitetura vai desde as famosas “Flame Towers”, em Baku, até castelos medievais e templos. É possível visitar vários castelos de pedra e fortalezas pelo país, algumas oferecendo oportunidades de escalar até o topo das torres. É a hora perfeita para fingir ser aquele membro da realeza chique com roupas desconfortáveis.

  • No clima do jazz

O Azerbaijão é o berço de um gênero musical chamado jazz-mughan, uma fusão entre o jazz ocidental e o mughan azerbaijão tradicional, uma música folclórica poética, com tradições e histórias locais. O melhor lugar para aproveitar a experiência oferecida pelo jazz-mughan é o Festival Internacional do Jazz em Baku.

E chegamos ao fim dessa pequena lista com o objetivo de amolecer o coração e informar sobre as maravilhas que o país azeri oferece aos visitantes. Não tema! Vale a pena mergulhar sem medo nas maravilhas oferecidas.

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